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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

12 POEMAS MORAIS

 

Lindo folheto1 contendo 12 poesias2 morais3, sendo a primeira, Sentimento da Criancinha; a segunda, O que é o nosso corpo humano; a terceira, Que somos além da campa; a quarta, Conselho e Vigilância; quinta, Sentimentos de ceguinhos; a sexta, A equiparação entre o incrédulo e o crente, imitando dois ceguinhos; a sétima, O Lobo e o Cordeiro; a oitava, O sol da justiça; a nona, Narrando a mentira; a décima, O que é a água; décima primeira, A criação da água; a décima segunda, O que é a morte.


1 Dizem os que conheceram o poeta que este folheto e outros eram vendidos por feiras e romarias por onde deambulava.

Na edição que aqui apresentamos, optámos por utilizar a grafia corrente. Num ou noutro caso mantivemos a grafia primitiva por nos parecer “sugestiva”.

2 Formalmente as poesias morais  aqui editadas são redondilhas populares onde predominam os versos de sete sílabas métricas. Também nos aparecem versos com seis e mesmo oito sílabas. São constituídas por mote em quadra e quatro voltas (estrofes) de dez versos cada. O último verso do poema é também o último verso do mote, tal como é uso neste tipo de composições. As rimas do mote são cruzadas do tipo abab; nas voltas predominam, de forma livre, as rimas emparelhadas e interpoladas, intercalados numa ou noutra composição por versos soltos ou brancos o que revela alguma naturalidade, privilegiando o ritmo das ideias.

3 São 12 poesias morais, não mais... Doze é um número perfeito – 12 meses do ano, 12 apóstolos... Uma poesia para cada mês...


1.ª poesia

4 Optámos por inserir novamente os títulos em todas as composições para facilitar a leitura

Sentimento da Criancinha4

MOTE

Quando eu nasci chorava

Com pena de ter nascido

Parecia que adivinhava

As penas que eu tenho tido.


Quando me encontrei neste mundo

Dum grande sono despertado

Fiquei então admirado

Ao alvejar isto tudo

Confundi-me sobre tudo

Na luz que me iluminava

Não pronunciava palavra

Tudo me era confusão

Vedes aqui a razão

Quando eu nasci chorava.


O meu corpo quase imóvel

Mal movia pé e mão

Tinha o princípio da razão

Mais débil que um papel

Internado neste aduel 5    5 O mesmo que aduela – cada uma das tábuas que formam o corpo das pipas. Aqui toma-se a parte pelo todo. O corpo é comparado ao pipo.

Chorava para comigo

Que este grande mistério e perigo

Parecia que estava a adivinhar

No meio deste lupanar

Chorava de ter nascido.


Quando dei passadinhas

Primeira alegria do coração

Quando me pegava pela mão

Auxiliada 6 pelas vizinhas    6 A concordar com criancinha (cf. título)

Já dizia palavrinhas

Porque minha mãe me ensinava

E até meu pai me escoliava 7     7 É interessante o neologismo a partir de “escola”. O sentido é, pois, “até  o meu pai era meu mestre-escola”.

Fazia jestruz 8 para me rir        8 Tal como está no original. Corresponde à palavra “gestos”. A prótese do “r” a seguir à consoante“t” é comum na linguagem popular.

Mas o que estava a sentir

Parecia que adivinhava.


Fui à aula pouco sei

Conheço as letras e vi as cores

Vi na primavera as flores

Nos tenros anos seguei 9          9 Sem  dúvidaque, de acordo com o contexto, a palavra correcta é“ceguei”.

Na escuridão eu fiquei

Com perda do primeiro sentido

O pensamento do suicídio

Por vezes me quis sufocar

Aqui podeis avaliar

As penas que tenho tido.


2.ª poesia

O que é o nosso corpo humano

MOTE

Pus-me a pensar um dia

A sorte que tinha 10 o meu corpo     10 É uma forma popular do condicional “teria” com valor de futuro.

São trabalhos e fadigas na vida

Terra em cima depois de morto.


Quem este quadro edificou

Esta maravilha de tristeza

Foi o autor da natureza

Quem esta obra assim formou

Por certo eu também vou

Este caminho a trilhar

Ao cemitério ir findar

Onde acaba toda a vida

Nesta verdade conhecida

Pus-me um dia a pensar 11.    11 No original o verso surge “Pus-me a pensar um dia”. É falha do escrivão, pois a rima impõe a sequência que proponho.



Já cantei como actriz

Já chorei em alto pranto

Às vezes de quando em quando

Julgo que sou feliz

Lá vem um pensamento que diz

Amanhã já estás morto

Lá vem outro desgosto

Que me faz arreliar

Ainda não acabei de pensar

A sorte que tinha meu corpo.


O rico por nada faltar

O indigente com sua pobreza

Sofre o revés da tristeza

Aqui no mundo a gozar

Nós devemos meditar

O que sofreu a Virgem Maria

Jesus morto em agonia

Para o exemplo deixar

Ninguém poderá evitar

São trabalhos fadigas da vida.


12 Entrei em uma cerca fechada        12 O poeta, numa visão moralizante, reconhece o seu próprio cadáver na sepultura

Onde fiquei todo abismado

Olhei para um lado

Vi uma caveira mirrada

De pessoa tão dedicada

Que no mundo tinha conforto

Vi desfeito o seu corpo

Em pó, terra, cinza e nada

Vi a minha última morada

Terra em cima depois de morto.


3.ª poesia

Que somos além da campa

MOTE

O meu espírito se alegrou

Quando isto fui pensar

Se Deus para o Céu nos criou

Lá é que devemos ir gozar.


Levantei o meu espírito

Acima do que é terreno

Todo o homem grande e pequeno

Deve amar a Jesus Cristo

Ele não falta com isso

Prometeu e nunca faltou

Pois cristão também eu sou

Juro e não posso negar

Quando isto fui pensar

O meu espírito se alegrou.


Jesus é nosso pai

Com o sangue nos remiu

Ele para o Egipto fugiu

Em companhia de sua mãe

São José ia também

Como seu pai representar

Herodes o queria matar

Com sua ira e traição

Alegrou-se o meu coração

Quando isto fui pensar.


No mundo há tanta calamidade

Tanta gente anda a sofrer

Tanto ceguinho sem ver

Tanta viúva e orfandade

Tanto revés e contrariedade

Vejo sofrer amigo meu

Sofre amigo e sofro eu

Neste mundo de amargura

Nesta pátria não há ventura

Se Deus para o Céu nos criou.


O corpo abaixa 13 à sepultura        13 Forma popular do verbo baixar.

A alma voa para o céu

É uma pátria que Deus nos deu

Toda a fiel criatura

Com tanta alegria e doçura

Deus nos quer recompensar

Não devemos murmurar

Nas promessas do seu coração

Nesta pátria é que então

Nós devemos ir gozar.


4.ª poesia

Conselho e Vigilância

MOTE

Não deixes passar o que passa

Para nos salientar o futuro

A prática é a ciência das artes

O tempo é que traz e leva tudo.


Do teu lar faz história

Para melhor poder viver

Para depois compreender

Avivares tua memória

Depois acharás vitória

Na lida que te embaraça

Não julgues que o que se passa

Não deves estar 14 em lembrança    14 Forma popular – equivalente a ter

Põe-te sempre em vigilância

Não deixes passar o que passa.


Se teu pai morrer assenta

Se teu filho nascer escreve

Para te tornar mais leve

A um escrivão que te atenda

Não deixes perder a patenta 15   15 Patente – aqui numa forma popular de dizer.

De uma compra ou seguro

Arriscas-te a perder tudo

Ficas todo arreliado

Vive bem acautelado

Para salientares no futuro.


Até mesmo na agricultura

Não deves deixar passar

Para poderes reparar

Em qualquer sementeira ou postura

Tu artista e por ventura

Nos teus erros não pensaste

Tu nunca os emendaste

Vives sempre ignorado

Visto o que eu tenho pensado

A prática é a ciência das artes.


O antigo é o modelo

Para onde devemos dirigir

Para poderes corrigir

Qualquer erro ou empeno

O artista com o seu desempeno

O corta mão desempena tudo

Depois de nada veio tudo

Para o nada tem de voltar

Não te queiras admirar

Com o tempo traz e leva tudo.

5.ª poesia 16

16 Estamos na presença de um texto autobiográfico. O poeta compara-se ao cego de nascença para concluir que a sua situação é bem pior. Enquanto o cego de nascença canta a sua infelicidade e vive resignado, o autor, que cegou já na sua juventude (foi à escola: sabe ler e escrever), “passa a vida a chorar” as lembranças de felicidade (bem presentes na última estrofe) do tempo anterior à sua situação presente em que “vive em trevas isolado”.

Sentimentos de ceguinhos

MOTE

O cego que nasceu cego

Eu que nasci e ceguei

Diz o cego que assim nasceu

Digo eu que depois ceguei.


Passa a vida a cantar

O infeliz que assim nasceu

É uma graça que Deus lhe deu

Para se poder resignar

Da alegria um segredo

Cumpre alegre o seu degredo

Porque não viu sol nem lua

Anda apalpando na rua

O cego que nasceu cego.


Passo a vida a chorar

Do mundo o melhor perdi

Agora choro aqui

Ninguém me pode remediar

Ando sempre a contemplar

As cousas que já olhei

Na escuridão assim fiquei

Nas trevas isolado

Vivo sempre desacoroçoado

Nasci e ceguei.


No céu há tantas estrelas

E um sol que nunca vi

No seu calor me aqueci

No meio de tantas belezas

Tantas cores brancas e pretas

Nunca vi longe e nem perto

Mas tenho que dar crédito

Por que ouço assim contar

O meu remédio é cantar

Diz o cego que assim nasceu.


Já vi cabelos doirados

Na donzela mais formosa

Já vi no jardim a rosa

E a verdura nos prados

O rouxinol nos silvados

Ler e escrever também sei

E os montes passeei

Vi alvura da neve

Agora o leitor se não percebe

Digo eu que já ceguei.


6.ª poesia

A equiparação entre o incrédulo e o crente, imitando dois ceguinhos


MOTE

Quando correr esta cortina

Muitos tem 17 ignorado    17 Mantive a forma arcaica que o original apresenta. Tem aqui o valor de têm  (plural).

Olhei (18) os dois ceguinhos    18 “Olhei” em vez de “olhai”. É uma forma de dizer ainda hoje comum entre as pessoas mais idosas. Nas voltas         (estrofes) o imperativo já usa a forma correcta “comprai”, “educai”.

Que dão o exemplo equiparado.


Vejam bem os senhores

O que vos vou a dizer

Comprai todos para ler (19)     19 Este é um pregão sem dúvida muito utilizado pelo poeta pelas feiras e romarias por onde vendia os seus versos.

Até do lar pai e mãe

Educai os filhos bem

Do catecismo e sã doutrina

Ela declara e ensina

D’além campa a eternidade

Veremos toda a verdade

Quando correr esta cortina.


Entre o que viu e o que não viu

Houve uma discussão

Um que sim e outro que não

O que não viu se convenceu

Porque então nunca percebes

Do que andava rodeado

Agora alto dou um brado

Com esta advertência

Avivai na inteligência

O que muitos têm ignorado.


Os que tem fé dizem que há Deus

Os que não têm dizem que não

Vivemos todos num sertão

No meio de tantos segredos

Uns apontam com os dedos

Além vão os caminhos

Outros com os seus maus ensinos

Arrastam a religião

Abri os olhos à razão

Olhai para os dois ceguinhos


Entre o incrédulo e o crente

Entre o que viu e o que não viu

Tudo isto se discutiu

Que pode ler toda a gente

Que Deus Padre Omnipotente

Está um mistério encerrado

Tantos o têm negado

Como judas 20 negou Jesus    20 Judas está grafado com letra minúscula no original que manuseei em contraste com o nome de Jesus. Acentua, sem        dúvida, a desconsideração popular por tal personagem. Ainda hoje na Maljoga e arredores apelidar alguém de Judas é motivo de desprezo e segregação.

Andam como cegos na luz

Que dão o exemplo equiparado.

7.ª Poesia

O Lobo e o Cordeiro

MOTE

O lobo mais o cordeiro

Encontraram-se num riacho

O lobo pôs-se por cima

E o cordeiro ficou por baixo.


Acharam-se em liberdade

O inocente e o maldoso

O pequeno é desditoso

No meio da sociedade

Eis a expressão da verdade

Não foi este o primeiro

Porque o grande é ventureiro

Que no mundo tem a potência

Acharam-se em advertência

O lobo mais o cordeiro.


Dizia a raposa certa vez

Quem 21 suas forças não tem        21 No original está “querem”. Penso ser uma gralha do escrivão

Nem no mundo pai e mãe

Perde tudo num mês

O que tanto revés

No mundo se tem encontrado

Que o pequeno é desprezado

Que não tem no mundo poder

Que para esta água beber

Muitos se encontram no riacho.


Com esta má contrição

De devoradora fera

O pequeno. O que espera?

Em trágica ocasião

Com a falsa tradição

Turvas-me água cristalina

Se eu estou por baixo e tu por cima

Como te posso eu turbar (22)        22 Dois versos acima “turvas-me”, agora “turbar”. A troca do b pelo v ainda hoje é comum.

Com as garras p’ro devorar

O lobo pôs-se por cima.


Fostes tu ou teu pai

O outro ano passado

Eu tenho seis meses contados

Deste ano que lá vai

De profundo deu um ai

Ai que estou devorado

Olhou para o seu lado

Ninguém o pode defender

Deitou os dentes e foi comer

O cordeiro ficou por baixo.


8.ª poesia

O sol da justiça

MOTE

Quando romper o lindo Sol

Que a justiça aqueceu

Bem ditoso foi aquele

Que no seu calor adormeceu.


É o 23 grande e não o pequenino        23 Este “o” equivale à contracção “ao”. Aparece mais uma vez neste verso

Que a justiça dá poder

Que a fazem proceder

Como o lobo ao cordeirinho

O hipócrita com o dinheirinho

É que no mundo tem valor

O envalido 24 e o menor         24 inválido

Não tem no mundo poder

Mas isto se há-de esclarecer

Quando romper o lindo Sol.


Vejam bem ó meus senhores

Da justiça a gravidade

Quando lhe faltar a verdade

Dos carvões fazem flores

No tribunal trocam-se cores

Que pela honra se jurou

Em justa a causa se deu

Porque lhe faltou o melhor

Veio a nuvem encobrir o Sol

Que a justiça aqueceu.


A verdade é um tesouro

Que tudo quer enriquecer

Tenho esta para dizer

No presente ao vindouro

Até na balança o ouro

A verdade é o modelo

Que faz grande o que é pequeno

Como criatura verdadeira

Quem defendeu esta bandeira

Bem ditoso foi aquele.


A verdade é como o azeite

Por cima de tudo há-de brilhar

Ainda que a queiram sufocar

Ela por cima há-de dar jeito

O seu progresso é perfeito

Quem com ela procedeu

O seu nome engrandeceu

De honrado e verdadeiro

Foi no mundo um cavalheiro

Que no seu calor adormeceu.


9.ª Poesia

Narrando a mentira

MOTE

O autor da mentira

Julga às vezes que é feliz

O resultado que dela tira

É desacreditar quem não diz.


Em qualquer algum negócio

A mentira é protecção

Aquele que tem a intenção

De enganar o seu próximo

Até na vida dos consórcios

Alcoviteira com a mentira

Desordena aquela vida

Por causa do ciúme

Quem usa este costume

É o autor da mentira.


Fica todo satisfeito

Em resolver o problema

Depois de corrida esta cena

O que o negócio também feito

Se não soubesse dar o jeito

Ele de si para si diz

Quem não tem manha é infeliz

E no mundo desprezado

Com a mentira ao seu lado

Julga às vezes que é feliz.


Quem mente cospe no ar

Para no rosto vir bater

Ainda que se queira esconder

Ela o há-de fazer corar

Nunca se há-de fartar

Nem encher a sua barriga

Há-de viver na mesma lida

Como vive o caloteiro

Para pagar nunca tem dinheiro

É o resultado que dela tira.


É hipócrita vigarista

Troca tintas verdadeiro

É falso e traiçoeiro

É a nobreza que conquista

A verdade põe à vista

Tudo declara e tudo diz

Até no tribunal o juiz

A mentira descobriu

O resultado que nela se viu

Foi desacreditar quem a diz.


10.ª poesia

A criação da água


MOTE

A água foi destinada

Para nunca sossegar

Ou nas nuvens ou na terra

Ou no rio ou no mar.


Água é um alimento

Sem ela não se pode passar

Para beber e derregar

A vegetação em todo o tempo

É tocada pelo vento

Nunca pode estar parada

Quer no rio quer na tirada (25)    25 Cada uma das leiras por onde corria a água na rega do milho.

Tem sempre de correr

Para volver e devolver

A água foi destinada.


É conduzida a um moinho

Para um rodízio tocar

Para moer centeio e milho (26)    26 Eram os cereais mais comuns cultivados na Maljoga. O centeio, em terrenos magros, nas encostas ou altos voltados ao sol, o milho nas terras ao pé da ribeira (da Isna) – As terras de regadio da Várzea da Ribeira, da Forga da Boa, da Fraga, da Fosseirina, da Milheirada e do Gamoal constituíam autênticos celeiros que alimentaram até finais da década de sessenta do século passado a população da Maljoga

A padeira o pãozinho

Com ela o vai amassar

O calor a faz voar

Quando está a cozer

Foi destinada para devolver

E nunca poder sossegar.


Não se perde uma gota

Ainda que a venham beber

Numa panela a ferver

Há-de sair pela boca

Ela vai de pouco a pouco

Conduzida à atmosfera

Depois o chão a espera

Para a sede saciar

Lá tem ela de voltar

Das nuvens para a terra.


Imita a respiração

Do nosso corpo humano

Naquele grande oceano

Está a contemplação

Quando é em ocasião

Da maré ir vazar

Lá torna ela a voltar

Em onda em campolada (27)     27 “em campolada” (encapelada).

Anda sempre agitada

Quer no rio quer no mar.


11.ª Poesia

A criação da água


MOTE

Segundo o meu modo de ver

A água também se cria

É a terra que a consome

E ela mesmo é que cria


Segundo o meu uso da razão

A água também mingua

Quer em casa quer na rua

Ela tem muita extracção

A conta de subtracção

Em tudo tem que haver

No comer e no beber

A água tem de assistir

Ela tem de subtrair

Segundo o meu modo de ver.

Em máquinas e motores

Em comboios a fugir

Ela move e faz seguir

Até nos mares os vapores

As plantas e as flores

Ela alenta e segura a vida

Quando se vê oprimida

Ela move e faz girar

Segundo o meu modo de pensar

A água também se cria.


A terra é uma fábrica

De grande destilação

Até debaixo do chão

Estila 28 água salgada    28 Note-se aférese (queda inicial) do “d” – (d)estila

A imundície numa palavra

Tudo extrai e tudo come

Até o animal e o homem

Tudo ela quer liquidar

Se alguma gota faltar

É a terra que a consome.


Mas ela quer restituir

Por plantas que dão vinho

Óleo e azeitinho

E mais frutas a seguir

O calor a faz extrair

Em gotas de água cristalina

Da nuvem à ribeirinha

Lá ela tem de voltar

Não quero mais duvidar

Que a mesma terra é que cria.



12.ª Poesia

O que é a morte


MOTE

A morte tem tantos laços

Tantos laços que ela tem

Mais que lhe ponham embaraços

A ela não escapa ninguém.


Todo o ente que nascer

Tem a morte por herança

Ou em velho ou em criança

Todos temos de morrer

Até antes de rescemnascer (29)    29 (sic) Mais uma nota da dificuldade em grafar palavras de uso mais restricto: “rescemnascer” – a epêntese (acrescento) do “s” re(s)cem. O verbo feito a partir de recém-nascido é curioso. Nós diríamos “Até antes de nascer”, sem fixar um momento. A ideia formulada pelo neologismo “recemnascer” parece referir-se à situação (infelizmente muito comum naquelas terras) do nado morto.

Tem-se dado estes casos

Temos a vida em vasos

De vidro bem frágil

Para tudo se cumbir (30)    30 O poeta popular conhece a palavra “sucumbir”, mas é cego e o seu escrivão, não a conhecendo, grafa-a erradamente..

A morte tem tantos laços.


Tudo o que nasceu herdou a morte

Ela nos traz a igualdade

Em qualquer outra idade

Somos herdeiros deste dote

Herda o fraco e o forte

O mesquinho e o potente

Até Deus Pai e Omnipotente

Ele a morte quis herdar (31)    31 Dizem-me pessoas que o conheceram que o ti Zé (nome familiar com que ainda hoje é lembrado) da Mata era catequista. Daí a referência à teologia da morte de Deus na Cruz, na pessoa do seu filho Jesus

Para tudo capturar

Tantos laços que ela tem.


Até o doutor de medicina

A ela não há-de escapar

Mais que faça para estudar

Para dar vida à criancinha

Ao mancebo e à velhinha

Faz operações e autópsias

No meio destas hipóteses

Toda a gente quer viver

Mas há-de sempre vencer

Mais que lhe ponham embaraços.


Ó morte és tão poderosa

Matas o Rei e a rainha

Matas a mãe e a criancinha

E ao general a sua esposa

Matas donzelas mais 32 formosas     32 “mas” no original que temos estado seguir... Pensamos ser um lapso tipográfico.

Em ti tudo te está bem

Roubas o filhinho à mãe

Não temos ouro nem dinheiro

Matas o nobre e o guerreiro

A ela não escapa ninguém.





Desculpem todos ó meus Senhores

Se eu nalgum verso errei

É obra de um ceguinho

Mais que isto não sei.



Foi editor José da Mata

Do lugar da Maljoga

Da comarca da Sertã

Concelho de Proença-a-Nova


Maljoga, 27 de Junho de 1934.


terça-feira, 22 de novembro de 2022

ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL, RECREATIVA, DESPORTIVA E SOCIAL DA MALJOGA – PROENÇA-A-NOVA (20/11/2022)

Ao vigésimo dia do mês de Novembro de dois mil e vinte e dois, pelas dezasseis horas, reuniu-se a Assembleia Geral da Associação Cultural, Recreativa, Desportiva, e Social, na sua sede em Maljoga, freguesia e concelho de Proença-a-Nova, em sessão ordinária, ao abrigo da alínea c) do número dois do artigo vigésimo sexto dos Estatutos, sob a presidência de Joaquim da Mata Fernandes, presidente da mesa da Assembleia Geral, de acordo com a sua convocatória de doze de outubro de dois mil e vinte e dois, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1 – Apreciação e votação do programa de atividades e respetivo orçamento para o ano de 2023, sob proposta da direção.

Ponto 2 – Outros assuntos que os associados quiserem agendar no início da Assembleia.

Em período antes da ordem de trabalhos, o presidente da Assembleia agradeceu a presença do pároco da povoação, padre Luís Manuel, que presidiu à celebração litúrgica da festa de Cristo Rei, padroeiro da Maljoga, motivo principal para o convívio que antecedeu esta assembleia. Também o Rui Lopes, vice-presidente da Associação, agradeceu a presença do presidente e vice-presidente da Junta, respetivamente Jorge Cardoso e José Luís Alves. Aproveitando a sua presença, agradeceu o benefício da ligação da água da mina para alimentar novamente os fontanários da povoação, assim como a instalação de um banco no adro da capela. De seguida procedeu-se à leitura e discussão da ata da reunião de 27 de Março de 2022. A mesma foi aprovada por unanimidade. Foi ainda proposto pelo presidente da assembleia um voto de pesar pela morte dos Maljoguenses e associados recentemente falecidos: Mário Mateus, António Lavrador, Elias Correia, e Maria do Céu Esteves Martins.

Dando início ao primeiro ponto da ordem de trabalhos, o presidente da Assembleia deu a palavra ao Rui Lopes, vice-presidente da direção que apresentou o programa de atividades e respetivo orçamento para o ano de 2023. Foram propostas as seguintes atividades recreativas, desportivas, associativas e ao nível de infraestruturas:

1- Atividades Recreativas

  • Cantar das Janeiras – 28 e 29 de janeiro

  • Comemoração do dia internacional da mulher – 12 de março

  • Rally das adegas – 3 de junho

  • Back in the Summer off 69 till 89 – 5 de agosto

  • Festa de verão 12 e 13 de agosto

  • Encontros de Outono – 28 e 29 de outubro

  • Festa do padroeiro Cristo Rei – 26 de Novembro

2- Atividades Desportivas

  • Manutenção e limpeza do percurso pedestre

  • Facilitar a realização das aulas de ginástica sénior

  • Tematização do Circuito Pedestre – Ciclo da água

3 – Atividades associativas

  • Participar no encontro das Associações promovido pelo município

  • Continuar a recuperação de quotas em atraso

  • Manter e aumentar o número de sócios

  • Abertura do bar aos domingos

4 – Infraestruturas

  • Colocação de extintores nas instalações nos locais a indicar por técnicos do município e colocação de portas com saídas de emergência

Foi também apresentada e fundamentada uma proposta de orçamento que permitirá a realização daquelas atividades, proposta que o presidente do conselho fiscal considerou adequada. Pedidos e dados alguns esclarecimentos, ambos os documentos foram aprovados por unanimidade.

Passou-se então ao ponto 2 da ordem de trabalhos. Como se referiu acima foi feita a ligação da água da mina aos fontanários da povoação, assim como a instalação de um banco no adro da capela, após diligências da associação junto do presidente da Junta de freguesia que acolheu favoravelmente esses pedidos e os fez realizar; o Abílio Lavrador tomou de seguida a palavra para saudar a iniciativa do Fernando Correia de proceder à ligação do largo do Outeiro ao estradão que contorna a povoação pelo lado norte, através do seu próprio terreno, dando assim saída à rua Principal que ali ficava bloqueada. Foi proposto um voto de agradecimento e de louvor ao mesmo pelo benefício concedido à povoação que foi aprovado por unanimidade. Sob proposta de vários associados ficou mandatada a direção de fazer inscrever junto da Câmara Municipal os seguintes melhoramentos para a povoação: repavimentação da rua da Eira Nova e da rua da Eira Velha; consolidação com tuvenã ou alcatrão da ligação atrás referida do largo do Outeiro à variante norte da povoação; drenagem das águas da parte sul do edifício da associação. Tomou de seguida a palavra a Otília, tesoureira da associação, para pedir aos sócios que se inscrevam de modo a, de forma rotativa, proceder à abertura do bar no período que antecede e se segue à celebração litúrgica dominical.

Nada mais havendo a tratar, o presidente da mesa da Assembleia Geral deu por encerrada a reunião, da qual se lavrou a presente ata que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo presidente e secretário da Mesa da Assembleia.


O Presidente da Mesa da Assembleia Geral




Joaquim Fernandes


O Secretário


Abílio Lavrador


ATA DA ELEIÇÃO DOS CORPOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL, RECREATIVA, DESPORTIVA E SOCIAL DA MALJOGA – PROENÇA-A-NOVA – TRIÉNIO DE 2020-2022 (24/11/2019)

 

Aos vinte e quatro dias do mês de novembro de dois mil e dezanove, pelas quinze horas e trinta minutos, reuniu-se a Assembleia Geral da Associação Cultural, Recreativa, Desportiva, e Social, na sua sede em Maljoga, freguesia e concelho de Proença-a-Nova, em sessão ordinária, ao abrigo da alínea a. do número 2 do artigo vigésimo sexto dos Estatutos, sob a presidência de Carlos Manuel Fernandes dos Santos, presidente da mesa da Assembleia Geral, de acordo com a sua convocatória de três de novembro de 2019, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único: Eleição dos Corpos Sociais da Associação para o triénio de dois mil e vinte a dois mil e vinte e dois.

A reunião foi aberta pelo presidente da mesa da Assembleia, Carlos Manuel Fernandes dos Santos, que agradeceu aos órgãos sociais em exercício o seu empenho pelo trabalho desenvolvido ao longo do seu mandato oficial e no período de prorrogação do mandato por ausência de listas concorrentes.

Deu, de seguida, a palavra ao sócio, n.º 27, Joaquim da Mata Fernandes, presidente da última assembleia geral que tinha ficado de promover uma nova lista para os corpos sociais para o triénio de 2020-2022. Este, tomando a palavra, explicou que, após diligências junto da anterior direção e de outros associados, concluiu uma lista que apresenta a esta assembleia, como se segue:

Assembleia Geral:

Presidente : Joaquim da Mata Fernandes - Sócio n.º 27

1.º Secretário: Carlos Manuel Fernandes dos Santos - Sócio n.º 16

2.º Secretário: Abílio Martins Lavrador - Sócio n.º 243

Direção:

Presidente: Ana Rita Lopes Mata - Sócio n.º 242

Vice-presidente: Rui Miguel Nunes Lopes - Sócio n.º 116

Tesoureiro: Maria Otília Lopes da Mata - Sócio n.º 212

Secretário: Maria João Lopes Alves - Sócio n.º 225

Vogal: Alfredo José da Silva - Sócio n.º 42

Conselho Fiscal:

Presidente: Carlos Alberto Alves - Sócio n.º 76

Vogal: Manuel Lopes Tereso - Sócio n.º 59

Vogal: Carlos Miguel Lopes Alves - Sócio n.º 235

Suplentes de apoio às atividades da Associação

Alexandre Gonçalves - Sócio n.º 238

Ana Sofia Lourenço Lopes - Sócio n.º 224

Carlos Cardoso Alves - Sócio n.º 60

Carlos Manuel Lourenço Domingos - Sócio n.º 86

Carmelinda Tereso - Sócio n.º 185

Fernanda Mateus Alves Miranda - Sócio n.º 134

José Lopes Tereso - Sócio n.º 58

Luís Filipe Martins Domingos - Sócio n.º 214

Gracinda Lavrador - Sócio n.º 30

Maria de Lurdes Lourenço - Sócio n.º 219

Maria Idalina Nunes F. Lopes - Sócio n.º 205

Maria Idalina Tereso - Sócio n.º 189

Maria Irene Guerra - Sócio n.º 32

Explicou o promotor da lista que, como a eleição decorre em Novembro, por não ter sido eleita qualquer lista no prazo indicado pelos estatutos, os novos Corpos Sociais eleitos entram em exercício de funções no primeiro dia de 2020, sendo empossados na data em que a direção anterior apresentar o relatório e contas relativos ao exercício de 2019 o que deverá ocorrer até 31 de Março de 2020, conforme alínea b, do n.º 2, do art.º 26 dos estatutos. Nesta mesma data, a direção que tomar posse apresentará o seu plano de atividades para 2020 e respetivo orçamento, sem prejuízo de atividades do mesmo plano que desejar levar a efeito até essa data.


Deu-se então a palavra aos sócios para se pronunciarem ou pedirem algum esclarecimento sobre a lista apresentada. Tomou a palavra o sócio Rui Lopes, secretário da anterior direção, para agradecer à direção ainda em funções o empenho associativo de todos e destacou o papel particular do sócio Manuel Vítor da Silva Miranda, vice presidente na direção agora em fim de mandato, pela sua dedicação e presença em todas as atividades desenvolvidas. Explicou que, por motivos particulares, ele não fará parte da presente direção. Pediu para ele um voto de louvor que foi acolhido por todos os presentes em aclamação.

Passou-se, de seguida, à aprovação da lista para os corpos sociais apresentada a esta assembleia. A mesma foi aprovada por unanimidade, sem votos contra, nem abstenções.

Por não haver mais ninguém a querer intervir e, por nada mais haver a tratar, o presidente da mesa da Assembleia Geral desejou aos novos órgãos eleitos os maiores êxitos e felicidades, após o que deu por encerrada a reunião. Da mesma, eu, primeiro secretário da Assembleia Geral, lavrei a presente ata que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo presidente da Mesa da Assembleia e por mim que a secretariei.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral


(Carlos Manuel Fernandes Santos)


O 1.º Secretário


(Joaquim da Mata Fernandes)

ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA (27/3/2022) DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL, RECREATIVA, DESPORTIVA E SOCIAL DA MALJOGA – PROENÇA-A-NOVA

 Aos vinte e sete dias do mês de Março de dois mil e vinte e dois, pelas dezoito horas e trinta minutos, reuniu-se a Assembleia Geral da Associação Cultural, Recreativa, Desportiva, e Social, na sua sede em Maljoga, freguesia e concelho de Proença-a-Nova, em sessão ordinária, ao abrigo da alínea c) do número dois do artigo vigésimo sexto dos Estatutos, sob a presidência de Joaquim da Mata Fernandes, presidente da mesa da Assembleia Geral, de acordo com a sua convocatória de quatorze de Março de dois mil e vinte e dois, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1 – Discussão e votação do relatório e das contas de gerência dos anos de 2020 e de 2021, bem como do parecer do conselho fiscal.

Ponto 2 – Apreciação e votação do programa de ação e respetivo orçamento para o ano de 2022, sob proposta da direção.

Ponto 3 – Outros assuntos que os associados quiserem agendar no início da Assembleia.

Com a anuência da Assembleia foi aberto um período antes da ordem de trabalhos para se proceder à votação de um voto de pesar pela morte dos associados Luís Fernandes Francisco, Guilhermino Nogueira e Madalena António.

De seguida foi lida a ata da última Assembleia Geral de oito de março de dois mil e vinte que foi aprovada por unanimidade.

Dando início ao primeiro ponto da ordem de trabalhos, o presidente da Assembleia começou por referir a situação pandémica que nos atingiu e obrigou a cancelar todas as atividades de dois mil e vinte e um. Por esse motivo, iremos proceder à discussão e votação conjunta do relatório e das contas de gerência dos anos de 2020 e de 2021, bem como do parecer do conselho fiscal para o mesmo período. Tomou então a palavra a tesoureira da Associação, Otília Mata que em nome da direção apresentou o relatório de atividades de dois mil e vinte e dois mil e vinte e um, tendo destacado as seguintes iniciativas: vamos cantar as Janeiras; o convívio do Dia da Mulher; a noite de fados com inauguração do mural no meio da povoação em homenagem às atividades mais significativas da povoação: a cordoaria, a apicultura e a latoaria. Ao nível das infraestruturas foi reparado o toldo danificado pela tempestade “Elsa”. Com a colaboração do Município e da Junta de Freguesia foi feita a marcação do percurso pedestre, a reparação e limpeza da levada desde o açude até ao moinho, a reposição da água nas fontes do meio e do fundo da rua principal e a colocação de um grelhador na entrada do forno comunitário. Referido ainda que, devido à pandemia, foram canceladas todas as atividades previstas para dois mil e vinte e um. De seguida procedeu à demonstração pormenorizada dos resultados dos exercícios de dois mil e vinte e dois mil e vinte e um, tendo-se verificado um saldo positivo em trinta e um de dezembro de dois mil e vinte e um de mil seiscentos e quarenta e um euros e sessenta e um cêntimos.

O presidente do Conselho Fiscal, Carlos Alberto Alves, pronunciou-se sobre os documentos em apreço tendo emitido o seguinte parecer:

1 No cumprimento do mandato que nos foi conferido e nos termos das disposições legais em vigor, apresentamos o nosso relatório e parecer sobre os documentos de prestação de contas, assim como os relatórios e propostas apresentadas pela Direção relativos aos exercícios de 2020 e 2021 que, devido à pandemia, se unem num mesmo exercício.

2 No desempenho das nossas funções acompanhámos a atividade social da associação ao longo dos exercícios em apreço através da análise dos registos e documentos legais e das explicações recebidas pela Direção e Assembleia-geral, os quais prestaram todas as informações e esclarecimentos solicitados, bem como excelente apoio e colaboração que bastante facilitaram a nossa tarefa.

3 Examinámos os documentos de prestação de contas e os relatórios da Direção que se encontra de acordo com os requisitos legais e estatutários, descrevendo os eventos de maior relevância ocorridos no exercício, permitindo assim uma adequada interpretação dos referidos documentos de prestação de contas.

4 Com base nas verificações a que procedemos ao longo do exercício e tendo em conta a concordância do sistema de prestação de contas com os preceitos legais, somos de parecer que:

  1. Sejam aprovados os relatórios da Direção e as contas dos exercícios de 2020 e 2021.

  2. Seja aprovada a proposta de aplicação de resultados contida no relatório da Direção.

  3. Seja aprovado um voto de louvor à Direção, pela eficiência demonstrada na condução dos negócios sociais da associação.

Tendo sido prestados todos os esclarecimentos pedidos, foi posto à votação o relatório e as contas de gerência dos anos de dois mil e vinte e dois mil e vinte e um, tendo os mesmos sido aprovados por unanimidade.

Passou-se, então, ao segundo ponto da ordem de trabalhos: apreciação e votação do programa de ação e respetivo orçamento para o ano de dois mil e vinte e dois.

Tomou novamente a palavra a tesoureira da Associação, Otília Mata que em nome da direção apresentou o relatório de atividades para dois mil e vinte e dois. Destacou os seguintes eventos: acolher os participantes do passeio pedestre do mês de Abril, organizado pelo município; realizar a festa de verão nos moldes tradicionais; fazer os encontros de outono e a festa do padroeiro da aldeia, Cristo Rei. Fazer a manutenção e limpeza do circuito pedestre e, em parceria com o Centro de Ciência Viva, fazer uma apresentação / definição do ciclo da água. Participar no encontro das Associações promovido pelo município. Continuar a recuperação de quotas em atraso e aumentar o número de sócios. Promover a colocação de extintores nas instalações nos locais a indicar por técnicos do Município, e a colocação de portas de acordo as com saídas de emergência.

O presidente da Assembleia referiu também as diligências feitas por si junto do presidente da Junta de Freguesia no sentido de a exploração da água que antes servia a povoação poder alimentar os antigos fontanários.

Para a concretização do plano, apresentou um orçamento pormenorizado do qual se destaca: sob proposta da direção, que foi aprovada por maioria na assembleia, não se cobrarão as quotas de dois mil e vinte e um por não se terem realizado quaisquer atividades nesse ano devido à pandemia; ao nível dos equipamentos inscreveu-se uma verba no valor de quatrocentos e cinquenta euros destinada à aquisição de uma máquina de lavar copos e chávenas.

Tendo sido prestados todos os esclarecimentos pedidos, foi posto à votação o plano de atividades para dois mil e vinte e dois, assim como o respetivo orçamento, tendo os mesmos sido aprovados por unanimidade.

Passou-se, por fim, ao último ponto da ordem de trabalhos: outros assuntos. Neste ponto os associados manifestaram a sua preocupação, ao nível da proteção civil, com a inexistência de bocas de incêndio na povoação, assim como o afunilamento no início da rua que leva ao moinho pois não permite a passagem de um carro de bombeiros.

Nada mais havendo a tratar, o presidente da mesa da Assembleia Geral deu por encerrada a reunião, da qual se lavrou a presente ata que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo presidente da Mesa da Assembleia e pelos associados que o desejarem.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral


Joaquim da Mata Fernandes

CONVOCATÓRIA Assembleia Geral Ordinária de Sócios Dia 21 de Novembro de 2021

 

Nos termos da alínea c) do n.º 2 do art.º 26, dos estatutos da Associação, convocam-se os associados para uma assembleia geral ordinária, no dia 21 de Novembro de 2021, pelas 15.00 horas, na sede da Associação, com a seguinte ordem de trabalhos:


Ponto 1 – Discussão e votação do relatório e das contas de gerência do ano de 2020, bem como do parecer do conselho fiscal.

Ponto 2 – Apreciação e votação do programa de ação e respetivo orçamento para o ano de 2022, sob proposta ds direção.

Ponto 3 – Outros assuntos que os associados quiserem agendar nom início da Assembleia.


Se, na data e hora previstas, não estiverem presentes mais de metade dos associados com direito a voto, a assembleia funcionará meia hora depois com qualquer número de associados, conforme o disposto no número 1 do art.º 28 dos estatutos.



Maljoga, 21 de Outubro de 2021


O Presidente da Assembleia Geral

Joaquim Mata Fernandes

CONVOCATÓRIA Assembleia Geral Ordinária de Sócios Dia 27 de Março de 2022

 

Nos termos da alínea c) do n.º 2 do art.º 26, dos estatutos da Associação, convocam-se os associados para uma assembleia geral ordinária, no dia 27 de Março de 2022, pelas 18.00 horas, na sede da Associação, com a seguinte ordem de trabalhos:


Ponto 1 – Discussão e votação do relatório e das contas de gerência dos anos de 2020 e de 2021, bem como do parecer do conselho fiscal.

Ponto 2 – Apreciação e votação do programa de ação e respetivo orçamento para o ano de 2022, sob proposta da direção.

Ponto 3 – Outros assuntos que os associados quiserem agendar no início da Assembleia.


Se, na data e hora previstas, não estiverem presentes mais de metade dos associados com direito a voto, a assembleia funcionará meia hora depois com qualquer número de associados, conforme o disposto no número 1 do art.º 28 dos estatutos.



Maljoga, 14 de Março de 2022


O Presidente da Assembleia Geral

Joaquim Mata Fernandes